Faça de tua valsa...
    Meu refugio. 

Faça de teu vestido... 
    A pele que devo tirar.

Faça de teus sonhos... 
     Nossa eternidade.

Faça de tuas mãos... 
     A macia cura de nossas dores.

Faça de teu sorriso... 
     Repousante luz que afugenta a tempestade.

Faça de tua tempestade...
      O tempo que me segura junto a ti.

Faça de meus braços... 
      Os teus abraços.

Faça de meus abraços... 
      As asas que lhe protegem.

Faça de minha proteção... 
      Seu refúgio.

Faça de teu refúgio... 
     A tua morada.

Faça de tua morada...
    O aconchego.

E por meio destes fazeres, façamos de nós...
    Lua e sol.
    Vento e poeira.
    Dança e teatro. 

E façamos de nossos lábios...
    Orquestra...
Dançante e febril.
  
    Detentora de essências!
E de seu encontro... 
     Se faça a festa.

E  de nossas línguas,
     o  comecemos a ser um, através deste beijos.

Célio de Ávila 


Natal, por muito tempo não soube bem encarrar o seu verdadeiro motivo…
Independente de religião ou credo, essa data é uma data para se estar com a família e com os que quem se ama…
Quando eu  tinha por volta de 8 anos quando meus natais eram completos…
Era dia 24 de dezembro dol ano provavelmente, por volta das 21:00 chegaram os primeiros convidados, tios e tias, e aos poucos foram chegando os outros até as 23:00 já estarem todos lá. Tios, primos, tias, primas família…
Até as 00:00 era o bastante a conversa entre os mais velhos na cozinha ou mesmo na sala, geralmente em algum lugar da casa eu meu irmão e meus primos ficávamos conversando(lembro que um de meus primos tentava contar uma piada, mas quase vomitava por que tinha nojo dela rsrsrsrs).
Quando dava meia noite era obrigatório que nos unisemos na sala e de mãos dadas era feita uma oração, e meu pai sempre dizia algumas palavras de união e esperanças…
Então vinha a ceia (eu como criança esperava muito mais essa hora pra ser sincero!) e todos comiam, alguns na cozinha por ter mais costume, mas a maioria na sala assistindo a missa do galo já que não deixaram a gente assistir “O Estranho mundo de Jack”. 
Depois disso começava de fato a comemoração, na areá dos fundos meus os mais velhos ouviam um forro, moda de viola ou algo parecido, (quando um dos meus tios não disparava a querer ouvir a musica “Pare” (ele realmente era viciado nela).Nos mais novos como só iriamos pegar os presentes depois de dormir, ligavamos o super-nitendo na época, para jogar top gear ou algum outro jogo que dava para jogar de dois.
Pouco tempo depois e quando a bebida começava a fazer efeito, a mesa de ceia era tirada para que pudesse começar o truco com quem jogava.Lembro sempre de ouvir meu avó chamando algum tio de ladrão, e por não saber que era do jogo as vezes até pensei que fosse mesmo rsrsrs (eu sempre quis aprender a jogar aquilo quando era criança, mas só aconteceu depois de mais velho )
Muitas vezes a festa ia até tarde, não ia até cedo na verdade, até virava a noite e como todo bom natal haviam brigas ou desentendimentos.
Nunca estavam todos presentes, mas lembro de muitos com casa cheia… muita coisa aconteceu e muitos destes familiares infelizmente não estão por aqui mais.Porém esse ano em especial não me senti muito “natalino” pois desde o ano passado não há comemoração nenhuma em casa. 
E por isso decidi fazer essa postagem, uma meia homenagem aos velhos tempo que o Natal era como deve ser, a família reunida, com diversão, alegria e união.E mesmo que não tenha tido maturidade para entender oque foi na época, hoje sou grato por ter tido um natal deste tipo alguma vez na vida….
Uma homenagem aos familiares que não estão mais aqui e que do céu provavelmente desejariam que continuássemos a nos divertir no natal…
E você, como era?foi? ou está sendo seu natal perfeito?
Célio de Ávila 
Repentinamente vem a sensação de que não tem a mesma graça...
A impressão de que as palavras se repetem...
Que a poesia talvez esteja desgastada...

Vontade de mudar minha escrita
Mudar minha mente
Mudar minhas roupas...
Trocar tudo quanto for possível!

Sei que não sou o mesmo, mas me sinto estranho por isso...
Talvez seja mesmo a hora de mudar radicalmente...
Ou apenas o momento me estranhar...

Bom que os próximos dias me digam....

Célio de Ávila 
Vendo anoitecer
Pensar no que  vou sonhar
Querendo esquecer

Célio de Ávila 

Sonhar ! 
Assim fazia o garoto
Sentado na arvore
Olhando seu reino !
Ali ele tem o poder! 
Ele pode ser qualquer um que desejar! 

 A menina....
Esperando alguém 

Abraçar! 
Era isso que queria aquele...
Que do outro lado da campina..
Trazia uma flor a dama que esperava! 

A inveja!
Pois aquele que olhava da arvore
Também amava a que receberia a flor! 

Ele então tranformou-se no vento!
E roubou da mão do jovem a flor! 

Logo tomou o lugar do mesmo! 
E entregou a garota a flor!

O vazio...
A garota não estava alegre de receber a flor...
Pois não era de quem ela esperava.

A raiva! 
Aquele que queria ter entregue.Tornou-se um leão! 
E avançou ao que lhe roubara a flor.
Agarrando-o com suas garras.

A doçura..
Mão de sua dama que ao lhe tocar
Trouxeram lhe de volta a forma humana...
Deixando de lado o ladrão...
Para que juntos pudessem olhar o por do sol abraçados.

Partir! 
Coube ao ladrão, vendo que ali sobrava....
Voltando então a sua arvore.
Saindo de seu reino....
Para quem em um amanhã ...
Pudesse conquistar algo próprio

Célio de Ávila 


Ao som de uma calma musica
Abracei você.
E naquele momento 
O mundo foi nosso.

Passos curtos.
(talvez fora do ritmo)
Mas estavamos juntos.

A maciez da sua pele 
O seu calor 
E a reação na minha pele 
O fervor!

Minhas mãos em suas costas.
Os olhos fechado.
Corpo desejando... 
Estar ainda mais perto

"Sua presença me faz bem!"
E ao fim deste baile 
Faltou um apenas um passo.
Rumo a perfeição...

Olhar em seus olhos.
Tocar seus cabelos
E ao encontrar seu pescoço...
Beijar seus doces lábios 
Ao tempo que eu pudesse.

Célio de Ávila 
Parece simples!
    Mas és um mistério.


Teria você algo de comum?


        Dos toques
  A terna sensação
De um aconchegante calor


          Olhares...
Janelas de uma alma...
Cujos segredos são constantes e incontáveis


         Cabelos
O limite de seu corpo
  Contendo em cada fio
Mais um pouco
   Do desejo de mais.


Lábios
       A fronteira
Entre um homem...
      E seus desejos.
Onde ao toca-los
       O prazer de sonhos...
Realizados é concedido.


             E este poeta que escreve
                Seja ousado ou não .


             Te pede...
             Seja minha!


Meu amor!
        Minha paixão!
                   Meu desejo!


Célio de Ávila 




Quero me sentir livre...
Decolar nas asas de um cavalo alado...
Alcançar aos céus e sentir o vento em meu rosto.


Tão vasto é este mundo 
E tão pouco ainda lhe conheço!


Sei que em ventos remotos.
Poderei descobrir mil e uma aventuras ineditas 
Por isso quero viver...


E que nessa viagem possa descobrir...
Quanta beleza perde alguém imóvel.
Quanta beleza deixa de ver os olhos de alguem...
Que simplesmente desiste de alcançar seus sonhos.


Célio de Ávila
Andar, erguer, segurar
        prender,fingir,, contentar

Os falsos rostos vejo
     tal qual a serenidade.
sorrisos de quem passa
  muitas realidades.

Célio de Ávila 



A sede que sinto nem sempre pode ser saciada com a água.
            Sinto sede de sentimentos.

Não os comuns e nem por isso piroes...
 Mas os seus.

Sinto sede de teu beijo,
Suave e abrasador que destorce meu mundo.
           No momentos em que me toca aos lábios

Sede da leve pele que tens
             Pele que desejo abraçar e tomar a meus braços

Sede sinto de tua presença dama que me leva ao mundo.

                 Sede sinto apenas disto.

                                          Você!
                                      Simples e para mim.

Célio de Ávila